Viva Che!

Segunda-feira dia 9 fez 50 anos que o grande Che Guevara foi assassinado na Bolívia. Um dos maiores herois da história moderna encontrou seu fim fuzilado por soldados bolivianos a mando da CIA.

Devemos sempre lembrar desse homem que abandonou sua vida de classe média na Argentina e partiu para lutar em defesa da criação de um mundo mais justo e igualitário.

VIDA DE CHE

Nasceu numa família de boas condições sociais. Desde a infância sofreu com a asma e, por recomendação médica, sua família mudou-se para uma região de campo, próxima a cidade de Córdoba (região central da Argentina), que possuía o ar de melhor qualidade.

Desde a adolescência foi incentivado pelos pais a ler livros da biblioteca particular da família. Foi nesta fase que entrou em contato com a literatura socialista (Marx, Engels e Lênin).

Como o negócio da família estava indo mal, resolveu trabalhar ainda com 14 anos de idade. Sem largar os estudos, conseguiu um emprego numa Câmara próxima a cidade de Córdoba.

Em 1946, a família resolveu mudar para a cidade de Bogotá (Colômbia) e Che Guevara começou a cursar Medicina na Universidade. Nesta mesma época, conseguiu um trabalho numa tipografia. Fazia também trabalho voluntário numa instituição de pesquisas sexuais.

Com o final da Segunda Guerra Mundial, começaram os movimentos estudantis de protesto contra o governo populista argentino de Domingo Perón. Guevara participou destes protestos.

Em 1951, na companhia do amigo Alberto Granado, deu início a uma viagem de motocicleta para conhecer a situação política, social e econômica da América Latina. Visitou várias regiões carentes como, por exemplo, minas de cobre, povoados indígenas e leprosários. Ficou impressionado com a miséria e as péssimas condições de vida das camadas mais pobres da sociedade.

No ano de 1953, formou-se médico e retornou para a Argentina. Porém, passou a dedicar-se ao mundo da política. Neste mesmo ano, fez uma nova viagem pela Bolívia, Peru, Panamá, Colômbia, Equador, Costa Rica, El Salvador e Guatemala.

Após a viagem, conheceu Hilda Gadea, e com ela, teve a primeira filha, Hildita.

Entrada na guerrilha 

Em 1954, conheceu, no México, Raúl Castro e logo depois o irmão Fidel Castro. Entrou para o grupo revolucionário de Castro, que se instalou na região de Sierra Maestra, em 1957. Pretendiam derrubar o governo de Fulgencio Batista, que era apoiado pelos Estados Unidos, e implantar o socialismo na ilha.

Após a vitória dos revolucionários, em 1959 e a implantação do socialismo em Cuba, Che Guevara tornou-se membro do governo cubano de Fidel Castro, exercendo as funções de embaixador, presidente do Banco Nacional e Ministro da Indústria.

Em 1961, Che visitou o Brasil e foi condecorado, pelo então presidente Jânio Quadros, com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

Che Guevara acreditava que a revolução socialista, contra o imperialismo comandado pelos Estados Unidos, deveria ser levada para outros países. Lutou no Congo (África) e depois foi para a Bolívia, onde estabeleceu uma base guerrilheira. Pretendia unificar os países da América Latina sob a bandeira do socialismo e invadir a Argentina.

Com pouco conhecimento do território e sem apoio dos camponeses e do partido comunista boliviano, sua luta tornou-se difícil. Foi capturado pelos soldados bolivianos, na selva de La Higuera (Bolívia), em 8 de outubro de 1967. No dia seguinte foi executado.

(FONTE: www.suapesquisa.com/biografias/che_guevara.htm)

A operação boliviana que culminou com a captura e morte de Che foi diretamente guiada pela CIA (http://paginavermelha.org/noticias/071029-che-guevara.htm). Apesar de o agente cubano da CIA responsável pela operação em La Higuera ter dito que preferia ter capturado Che vivo, e que a ordem para matá-lo veio do alto comando boliviano, a organização da repressão à guerrilha boliviana foi coordenada pela CIA.

A CIA até hoje é responsável por vários movimentos de insurgência em países para promover os interesses americanos. Aqueles protestos da Primavera Árabe, na Ucrânia, inclusive os protestos da direita no Brasil, foram financiados e impulsionados por organizações ligadas à CIA (https://jornalggn.com.br/brasilianas/da-primavera-arabe-ao-brasil-como-os-eua-atuam-na-geopolitica). É o velho imperialismo dos EUA, querendo impor seus interesses ao mundo. O mesmo imperialismo que Che lutava contra.

Então nesse aniversário da morte de Che, vamos resgatar o legado desse revolucionário que deu a vida na luta para acabar com a opressão da elite contra o povo, a opressão dos impérios contra os países pobres. Opressão essa que em 50 anos permanece a mesma.