Intervenção militar ou intervenção popular?

Vamos falar de intervenção militar, que está tão em voga hoje em dia. Muita gente, cansada da palhaçada dos políticos, de toda a corrupção, do caos que o país vive hoje, acha que se o exército tomasse o poder seria uma solução para colocar a “casa em ordem”. Geralmente essas pessoas ou são jovens e não viveram o período militar e são iludidas a acreditar que na época não havia uma ditadura, que quem se ferrava era só os “baderneiros de esquerda”, e que o país era muito melhor para se viver, que havia “ordem”, etc. Ou então são pessoas mais velhas de direita que descaradamente apoiam uma ditadura militar por apoiarem toda a barbaridade que foi cometida.

Vamos falar dos mais jovens. Essa defesa da ditadura militar vem atrelada a um crescimento do pensamento de direita entre a juventude. Essas pessoas, desiludidas com o governo do PT, que para elas representa o socialismo (não tem ideia do que é socialismo, pois se tivessem saberiam que o PT não tem nada a ver com ele), são facilmente cooptadas pelos novos grupos de direita que estão surgindo, com um apelo aos jovens (MBL, estou falando de você). Apesar de o PT realmente ter decepcionado em muitos pontos, foi graças a ele que tivemos o fim da miséria extrema no Brasil (eu estou falando de passar fome, não de não ter acesso a algum produto de consumo), a ascenção de uma nova classe média, que agora pode fazer faculdade, agora anda de avião, tudo graças ao governo do PT.

Isso enfureceu a antiga classe média, que guarda no Brasil uma forte herança colonial, que tem horror que o pobre ocupe os mesmos espaços que ela. Daí impulsionar esses novos movimentos da “direita liberal”.

O povo tem que abandonar essa noção que as forças armadas são instituições incorruptíveis, e que só pensam no interesse nacional. Havia sim corrupção (http://esquerdadiario.com.br/10-escandalos-de-corrupcao-da-ditadura-militar-abafados-pelas-Forcas-Armadas), mas por causa da censura a maioria dos casos não chegava a conhecimento do público. Os grupos no poder também não estavam ali defendendo os interesses nacionais (http://www.esquerdadiario.com.br/Por-que-a-ditadura-militar-nunca-teve-nada-a-ver-com-a-defesa-dos-interesses-nacionais).

O que ocorreria no caso de uma intervenção militar? Bem, vamos ver o contexto em que o Gen. Mourão falou da possibilidade de intervenção (https://www.poder360.com.br/brasil/em-evento-da-maconaria-general-do-exercito-propoe-intervencao-militar/). Isso mesmo, num evento da maçonaria! (esse link faz uma análise interessante sobre o caso: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2017/09/o-general-mourao-e-maconaria-no-brasil.html) Além da maçonaria ser uma organização super conservadora, ela sempre busca interferir politicamente, sendo que vários grandes nomes da política são maçons. Isso para não falar da ligação entre maçonaria e os Illuminatti e a Nova Ordem Mundial!

Se houvesse uma intervenção militar, provavelmente haveria a instalação de um governo totalmente pró-elite e defensor dos interesses do capital internacional. Esqueçam a ilusão de que os militares criariam um país soberano. Não, nós seríamos cada vez mais as putas dos americanos. E o povo iria ser cada vez mais explorado, sem direito a aposentadoria, sem direitos trabalhistas, benefícios sociais, nada. Você vai trabalhar para sustentar a elite até morrer. E ai de você se reclamar! Vai parar num porão do DOI-CODI.

O que é necessário é uma intervenção popular. O povo se organizar e tomar o poder em suas mãos. Expulsar toda essa corja do poder e fundar uma república que trabalhe em defesa dos interesses da massa trabalhadora. Só assim vamos ter um país livre, soberano e justo!

Viva Che!

Segunda-feira dia 9 fez 50 anos que o grande Che Guevara foi assassinado na Bolívia. Um dos maiores herois da história moderna encontrou seu fim fuzilado por soldados bolivianos a mando da CIA.

Devemos sempre lembrar desse homem que abandonou sua vida de classe média na Argentina e partiu para lutar em defesa da criação de um mundo mais justo e igualitário.

VIDA DE CHE

Nasceu numa família de boas condições sociais. Desde a infância sofreu com a asma e, por recomendação médica, sua família mudou-se para uma região de campo, próxima a cidade de Córdoba (região central da Argentina), que possuía o ar de melhor qualidade.

Desde a adolescência foi incentivado pelos pais a ler livros da biblioteca particular da família. Foi nesta fase que entrou em contato com a literatura socialista (Marx, Engels e Lênin).

Como o negócio da família estava indo mal, resolveu trabalhar ainda com 14 anos de idade. Sem largar os estudos, conseguiu um emprego numa Câmara próxima a cidade de Córdoba.

Em 1946, a família resolveu mudar para a cidade de Bogotá (Colômbia) e Che Guevara começou a cursar Medicina na Universidade. Nesta mesma época, conseguiu um trabalho numa tipografia. Fazia também trabalho voluntário numa instituição de pesquisas sexuais.

Com o final da Segunda Guerra Mundial, começaram os movimentos estudantis de protesto contra o governo populista argentino de Domingo Perón. Guevara participou destes protestos.

Em 1951, na companhia do amigo Alberto Granado, deu início a uma viagem de motocicleta para conhecer a situação política, social e econômica da América Latina. Visitou várias regiões carentes como, por exemplo, minas de cobre, povoados indígenas e leprosários. Ficou impressionado com a miséria e as péssimas condições de vida das camadas mais pobres da sociedade.

No ano de 1953, formou-se médico e retornou para a Argentina. Porém, passou a dedicar-se ao mundo da política. Neste mesmo ano, fez uma nova viagem pela Bolívia, Peru, Panamá, Colômbia, Equador, Costa Rica, El Salvador e Guatemala.

Após a viagem, conheceu Hilda Gadea, e com ela, teve a primeira filha, Hildita.

Entrada na guerrilha 

Em 1954, conheceu, no México, Raúl Castro e logo depois o irmão Fidel Castro. Entrou para o grupo revolucionário de Castro, que se instalou na região de Sierra Maestra, em 1957. Pretendiam derrubar o governo de Fulgencio Batista, que era apoiado pelos Estados Unidos, e implantar o socialismo na ilha.

Após a vitória dos revolucionários, em 1959 e a implantação do socialismo em Cuba, Che Guevara tornou-se membro do governo cubano de Fidel Castro, exercendo as funções de embaixador, presidente do Banco Nacional e Ministro da Indústria.

Em 1961, Che visitou o Brasil e foi condecorado, pelo então presidente Jânio Quadros, com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

Che Guevara acreditava que a revolução socialista, contra o imperialismo comandado pelos Estados Unidos, deveria ser levada para outros países. Lutou no Congo (África) e depois foi para a Bolívia, onde estabeleceu uma base guerrilheira. Pretendia unificar os países da América Latina sob a bandeira do socialismo e invadir a Argentina.

Com pouco conhecimento do território e sem apoio dos camponeses e do partido comunista boliviano, sua luta tornou-se difícil. Foi capturado pelos soldados bolivianos, na selva de La Higuera (Bolívia), em 8 de outubro de 1967. No dia seguinte foi executado.

(FONTE: www.suapesquisa.com/biografias/che_guevara.htm)

A operação boliviana que culminou com a captura e morte de Che foi diretamente guiada pela CIA (http://paginavermelha.org/noticias/071029-che-guevara.htm). Apesar de o agente cubano da CIA responsável pela operação em La Higuera ter dito que preferia ter capturado Che vivo, e que a ordem para matá-lo veio do alto comando boliviano, a organização da repressão à guerrilha boliviana foi coordenada pela CIA.

A CIA até hoje é responsável por vários movimentos de insurgência em países para promover os interesses americanos. Aqueles protestos da Primavera Árabe, na Ucrânia, inclusive os protestos da direita no Brasil, foram financiados e impulsionados por organizações ligadas à CIA (https://jornalggn.com.br/brasilianas/da-primavera-arabe-ao-brasil-como-os-eua-atuam-na-geopolitica). É o velho imperialismo dos EUA, querendo impor seus interesses ao mundo. O mesmo imperialismo que Che lutava contra.

Então nesse aniversário da morte de Che, vamos resgatar o legado desse revolucionário que deu a vida na luta para acabar com a opressão da elite contra o povo, a opressão dos impérios contra os países pobres. Opressão essa que em 50 anos permanece a mesma.